Mostrando postagens com marcador Arthur Montagnini. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arthur Montagnini. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Nos bairros de Londrina, não houve panelaço

Nos bairros de Londrina não foi registrado nenhum "panelaço" durante o programa do Partido dos Trabalhadores na TV. Somente na área nobre conhecida como Gleba Palhano que alguns apartamentos aderiram ao manifesto.
O governo defendeu a união da população, mas também defendeu o ajuste fiscal - que eu sou contra. Mais além, deixou claro que, embora o país viva uma crise econômica - eu concordo pouco com isso -, não podemos deixá-lo entrar numa crise política, pois os efeitos são devastadores - isso eu concordo.

Agora, vamos combinar? Criticar o governo, seja federal, estadual ou municipal faz da parte democracia, mas bater panela em frente a televisão, é a coisa mais imbecil que aconteceu neste século XXI.

Brincadeirinha:

O DataFolha também registrou uma grande quantidade de famílias que saíram de casa para jantar fora depois do "panelaço", alegando que ao baterem nas panelas por conta da crise, seus empregados estavam com dificuldades de cozinhar nas panelas amassadas.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Bruno Batata de volta ao Tubarão

E o atacante Bruno Batata está de volta ao Londrina Esporte Clube. A informação é do gestor de futebol do clube, Sergio Malucelli.
Bruno que esteve em Londrina no ano passado na disputa da série D, volta ao Tubarão com a promessa de fazer os gols que ainda não fez, ao menos é um ótimo jogador, referência no ataque, tudo o que LEC está precisando nesse momento.

O atleta chega ainda hoje na cidade.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Documentário contará a história do Choro londrinense

  FOTO: FAGNER BRUNO / DIVULGAÇÃO
A Metafixa Produções de Curitiba, está em Londrina gravando um documentário sobre o Clube do Choro de Londrina. As gravações estão rolando desde sábado (18) e devem ir até dia 26 de julho, pretendem mostrar a história do choro de Londrina que reúne inúmeros músicos há quase 50 anos na cidade.

A ideia inicial do projeto é levantar os dados históricos da música: de onde veio, como chegou, como se mantém, além de evidenciar a música popular que está na cidade há tanto tempo e colocá-la rota nacional do Choro. A direção e idealização do projeto é da pé vermelha, Francielly Camilo que também é apaixonada pelo gênero musical: “Queremos que as pessoas venham a Londrina sabendo da intensa atividade do gênero na cidade. Queremos ganhar o Brasil e - porque não? - o mundo!”, explica a diretora.

As gravações estão acontecendo todos os dias em vários locais.
Saiba o cronograma do Choro em Londrina, nos dias das gravações:

22/07, às 19h, no Restaurante Dona Menina (R. Guararapes, 177). R$ 5.
23/07, às 19h30, no Auto Posto GP (Av. Duque de Caxias esquina com Av. Celso Garcia Cid). Grátis.
24/07, às 16h, no Café Crystal (R. Hugo Cabral em frente ao calçadão). Grátis.
24/07, às 18h30, no Casarão (Av. Maringá, 899). Grátis.
25/07, às 9h, oficina do choro, no Colégio Marcelino Champagnat (R. São Salvador, 998).
25/07, às 12h, na Cantina do Nonoca (Av. Higienópolis, 1731). Grátis.
26/07, às 10h, no Mercado Shangri-Lá. Grátis.
26/07, às 20h, na Pizzaria Donatello (R. Benjamin Constant, 1788). Grátis.

terça-feira, 21 de julho de 2015

A polêmica da continência no Pan

O gesto de alguns atletas brasileiros no Pan do Canadá geraram algumas polêmicas na última semana. O fato é que, alguns dos atletas ao conquistar o primeiro lugar no pódio, estão batendo continência à bandeira, no momento do hino nacional brasileiro.

A explicação é de que estes atletas fazem parte do Exercito Brasileiro, passaram por treinamento quando disputaram as Olimpíadas Militares e assim, se tornaram membros do exercito, marinha e aeronáutica. Tenho visto várias argumentações interessantes sobre o tema. Alguns comentam que tal atitude é desnecessária pois, apesar de serem militares, o Pan-americano é uma competição civil, logo, naquele local eles são considerados civis. Eu concordo. Porém, também vi uma argumentação interessante de que melhor um atleta respeitando o hino nacional com a continência que ficar mascando chiclete no momento de um dos nossos maiores símbolos nacionais.

Eu, sinceramente, acho que o atleta deve fazer o que bem quiser no momento que o hino brasileiro tocar e a bandeira nacional subir, acho que toda imposição é ridícula, mas também acho muito mais interessante ver um/uma atleta brasileiro(a) que demonstre amor à pátria e se emocione no momento do hino, do que alguns brasileiros, atletas ou não, sem respeito algum por um símbolo brasileiro. Numa das argumentações que vi e concordo, também acredito que devemos respeitar nossos símbolos nacionais, pois eles também fazem parte da nossa cultura popular e de massas, logo, respeitar um hino, uma bandeira, etc, é uma demonstração de soberania nacional na qual lutamos tanto.

E completando o raciocínio, se em algum momento pensamos num país mais igualitário, com justiça social e democracia popular, teremos que disputar também, a política do Exercito Brasileiro, afinal, ela é uma instituição que contém regras, disciplinas e ações, que serão importantes para o processo de um país mais justo, afinal, a elite brasileira terá que deixar o controle do exército algum dia.

Arthur Montagnini

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Londrina e o eixão

Não é de o hoje que toda vez que um time do chamado eixo Rio-São Paulo vêm jogar em Londrina, gera uma grande polêmica. Também, não é pra menos, toda vez que a torcida do Londrina consegue ampliar a identidade da cidade com o Tubarão, algum desavisado aparece com a péssima notícia de que o estádio do Café vai receber um jogo desses.

Muitos não entendem por que nós, torcedores do Londrina, ficamos tão chateados quando uma equipe do eixão aparece por aqui, mas isso se dá ao fato de que não compreendem a distinção entre a paixão e simples diversão. Certamente, porque não vivenciam isso da mesma maneira que muitos de nós. Para boa parte da torcida alviceleste, ir ao estádio todo fim de semana, pagar ingresso, fazer sócio-torcedor, comprar camisas, ouvir o radinho durante a semana, viajar, botar uma camisa nas crianças, não é somente uma diversão. É claro que é lazer, claro que é diversão, também, obvio que é um momento de alegria e prazer, mas que para nós também é uma paixão. Digamos no sentido de ideologia mesmo, como aquela pessoa frequenta uma determinada religião, um determinado partido político, uma organização social, etc. E não tem nada de errado nisso, oras, é apenas mais um espaço da vida social de qualquer cidadão e por isso precisa ser respeitado.

Sem dúvidas que você precisa ter o mínimo de discernimento para saber quando está extrapolando os limites do bom senso e das relações humanas, seja no futebol, na igreja, na política, etc, mas não pode deixar de reivindicar seu espaço, e é justamente este espaço que é ferido quando alguém, ou, alguns fazem uma bobeira dessas de trazer de um jogo do eixão pra cá, ainda mais neste bom momento do Londrina, sendo campeão paranaense, subindo para a série C, tentando a vaga da série B, aumentando a identidade com a cidade, voltando a ter credibilidade na praça e sendo referência de muitas crianças e jovens que, no futuro, irão aumentar ainda mais a nossa torcida.

Tudo o que o Tubarão menos precisa neste momento é disso. Principalmente de parte da mídia local, que perde tempo demais falando destes clubes do eixão dando a desculpa de que a população londrinense tem dois times etc, oras! Como se as mídias que formam opinião fossem isentas da culpa deste processo. Não é?

A torcida alviceleste está crescendo bastante nos últimos anos, as campanhas dentro e fora de campo contribuem muito para isso e assim sabemos que a maioria dos londrinenses que gostam de futebol, que curtem algum time do eixão, podem, em algum momento, deixar de ter apenas um carinho especial pelo LEC e passar a ser um torcedor do Tubarão, e ao longo do tempo esquecer que existe esses times do eixo. Porém, isso é um processo que está acontecendo a curto, médio e longo prazo, mas que não podemos deixar que ele seja afetado por pessoas que não sentem o mesmo amor e paixão pelo caçula gigante e só pensam em ganhar grana usando a cidade.

Arthur Montagnini

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Não é só futebol

No último domingo, aconteceu na Câmara de Vereadores de Londrina, a primeira etapa da Conferência Municipal de Políticas Públicas para a Juventude.
Várias entidades locais que trabalham e possuem jovens em sua organização participaram do evento.

Tive a honra de participar como representante, juntamente com o meu camarada Marcelo Fuentes, vice-presidente, do G.R.T.O.E.S. Falange Azul. Uma das novas propostas da torcida é atuar também nas várias frentes de participação social da cidade de Londrina, afinal, a torcida é referência para muitos jovens, além, de ser uma entidade bairrista.

A Conferência acontece nos próximos dias 31 de Julho e 1 de Agosto, também na Câmara. Fica o convite!

Arthur Montagnini

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Atleta londrinense faz rifa para custear viagem

O atleta londrinense de Kickboxing Guilherme Belarmino está classificado para o campeonato Mundial que será realizado em Outubro na Sérvia. Porém, por falta de apoio vai ter que contar com a contribuição dos amigos e dos londrinenses.

Guilherme, que é torcedor do Tubarão, está sorteando rifas de um lindo mosaico (igual ao da foto) feito por uma de suas alunas para ajudá-lo a arrecadar patrocínios. As rifas custam R$10 e podem ser adquiridas com o próprio atleta através de seu perfil na rede, ou também, solicitar ao blog que repassaremos o contato.

Mais importante que o belíssimo prêmio, poder ajudar um atleta local sempre é bom!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Massacre contra os professores do Paraná

As cenas que se viram hoje em Curitiba, na frente da Assembléia Legislativa do Paraná, estarão marcadas para sempre na luta pela educação no Brasil. Não há palavras para este momento: os cidadãos do Paraná, estão de luto.



quinta-feira, 23 de abril de 2015

A propagação do ódio e o lado da mídia

Ainda em tempo, imagine você, se a televisão flagrar um torcedor na arquibancada fazendo gestos para a torcida rival levando a mão ao pescoço, como se dissesse: vou te degolar! Já pensaram o alarde que a mídia faria? Bem, não seria pra menos, afinal, degolar alguém só porque não torce para o mesmo time que você, seja um gesto de "brincadeira" ou no calor da emoção, não é aceitável.

Temos vivenciado cada vez mais a sociedade do ódio: odeio você, porque sou contra você. Mas normalmente esquecem de perguntar: de onde vem o ódio? Quem constrói isso? A sociedade violenta, obviamente está em todo lugar, inclusive, no futebol. Agora, em meio à tantos casos de violência no futebol, as autoridades, polícias e os veículos de comunicação, normalmente, apontam apenas um culpado: o torcedor ou torcedora. A violência, essa que está na sociedade como um todo e se manifesta também no esporte, não acontece do nada, mas é construída cotidianamente também pelas autoridades ou por quem teria a responsabilidade de enfrentá-las.

O exemplo claro, aconteceu essa semana. Deixando de lado a rivalidade ou o placar do jogo, é inaceitável, que se permita um atleta, que é visto como exemplo para inúmeras crianças, jovens e adultos, propagar qualquer tipo de atitude violenta, mesmo que ela se defina em um simples gesto, que pareça inofensivo, mas não é. Pior, ainda, é o consentimento de toda a estrutura que está por trás da sociedade e do principalmente do esporte.

Nós pudemos ver isso claramente no jogo entre Coritiba x Londrina, no Couto Pereira, válido pela semi-final do campeonato paranaense. Como, um jogador profissional vai até a torcida adversária e propaga um gesto violento, explicitamente incitando o ódio e nada acontece com ele? A arbitragem não o pune e assim, permite que todos os outros atletas façam o mesmo gesto de cortar a garganta do inimigo - aliás, adversário não existe mais, é inimigo. E a Federação? Qual a abordagem, qual medida tomada? Silêncio. A televisão, formadora de opinião, trata com normalidade o caso. O jornal, inclusive, um veículo impresso de boa circulação da cidade de Londrina, tem a coragem de estampar um gesto desses na capa da sua edição, como se naturalizasse esse tipo de violência. A imprensa curitibana, então? Se pudesse editar para colocar um vermelho de sangue ali, estaria melhor ainda. Agora, a pergunta que fica: e se fosse um torcedor? Ou, então, um torcedor organizado? Ah, sim, certamente todos fariam aqueles sensacionalismos, afinal, a culpa da violência no futebol é apenas das torcidas.

Arthur Montagnini

segunda-feira, 23 de março de 2015

Patriotismo

Fiquei a semana inteira pensando: o que levaria uma pessoa a sair pra rua protestar contra a presidenta da república, pedir a volta da ditadura militar (ou intervenção como alguns dizem), utilizando, em massa, a camiseta da seleção brasileira de futebol que tem o símbolo da CBF, uma coisa parece ter nada a ver com a outra. Li vários artigos, conversei com muita gente, vi inúmeros vídeos a tentar compreender como que, pessoas com nível de estudos considerável, conseguiam ter a capacidade de submeter a isso, devida as circunstâncias que foram os protestos, que ainda prometem uma segunda etapa. 

Nosso país, que possui uma democracia representativa muito curta - menos de trinta anos de redemocratização - sofre, com a baixa participação da população brasileira em temas importantes para a sociedade. Aprendemos, nesse curto tempo, que são nossos representantes é que devem falar por nós, agir e pensar, por nós. A prática real de cidadania em nosso cotidiano é muito pequena. No geral, ainda não participamos da democracia, de fato. Independente do nível de escolaridade ou classe social, não nos acostumamos, ainda, a pensar, agir e soltar a voz, por nós mesmos. Colocamos em pedestais, nossos representantes, esquecendo que eles são pessoas iguais a gente. Veneramos qualquer informação e não aprendemos, desde cedo, nas escolas ou em casa, que a sociedade democrática só pode ser construída com base na discussão e no debate, aliás, aprendemos muito cedo a odiar quaisquer debates e discussões, com a aquela velha desculpa: “isso não leva a nada”.
Estamos engatinhando na democracia. Não aprendemos, ainda, a ter nossa visão de mundo, digo, a nossa mesmo, aquela construída por nós, sem interferências, manipulações ou preconceitos. Visão de mundo, quem você é e o que você representa nesse mundão. Olhamos para a escola da esquina de casa, como se ela fosse apenas paredes erguidas para encher de criança e aprender um montão de coisas que nunca irão utilizar na vida. Vemos a praça, as ruas, o comércio, o posto de saúde, o hospital, a polícia, como se fossem coisas definitivas, como se sempre estivessem ali e ali, sempre estarão. Não há questionamento. De nada. 

Pra nós, a política - só de falar esse termo muita gente já sai andando e não quer ouvir mais nada - é algo completamente distante. Política é voto, é eleição. A cada dois anos nós vamos pra urna e escolhemos alguém (com uma foto bonita e frases de efeito) pra administrar tudo que está a nossa volta. Política também é televisão, são esses “vagabundos dos políticos” (que vieram de Marte) vivem apenas em Brasília, aparecem nos escândalos e só estão lá para atender os próprios interesses - até que não deixa de ser verdade em alguns casos - e por isso, melhor não participar da ‘política’. Quando é pra participar da política é só pra ir votar. Quem nunca ouviu aquela famosa frase triste: “o povo tem que protestar na urna” e, normalmente, quando a gente se interessa tanto pelo pleito, não consegue conter os ânimos, as emoções e pela falta de prática democrática torna tudo um obscuro jogo maniqueísta: bom, agora o azul é bom e o vermelho é mau, ou o amarelo é ruim e verde é legal. Pior ainda, é quando vivenciamos a política, só naquele favor que eu preciso com um amigo de um sobrinho meu, que trabalha para o vereador tal e que vai conseguir dar aquela ajeitada na minha situação. 

Depois disso tudo, voltando ao início do texto, vamos tentar perceber, qual é o momento, dos poucos momentos que temos nessa vida, onde realmente parece que estamos lutando por algo, fazendo parte do Brasil, de uma união, de um patriotismo - que não acontece em outros momentos?
Acredito eu: na Copa do mundo de futebol.
É por essa falta de participação política constante do nosso aguerrido povo, que os poucos momentos que nos recordam estar fazendo algo por este país, ou ao menos parece que estamos - ainda que soframos uma alta ajudinha midiática patriótica - é na Copa. Quando a gente coloca aquela camiseta canarinho, com as cores da bandeira nacional, canta o hino junto e no fim, tudo dá certo e se não deu, nós tentamos. Mas nos dias atuais, o patriotismo de Copa do Mundo parece entrar em conflito, quando você percebe que não pode mais lutar pelo Brasil somente na hora do gol. Precisa mais. Ainda que nossa sociedade sofra de toda a manipulação midiática ou desinformação proposital, ela quer o melhor para o país. Talvez não saiba como conseguir, e às vezes, nem sabe o que pode realmente ser algo bom. Mas nós precisamos participar da democracia de qualquer maneira, pois sentimos a necessidade.

As confusões e contradições começam, então, a aparecer.
Vou pra rua com a camiseta da seleção brasileira, ou uma camisa com as cores da nação, cantar o hino nacional e caminhar junto aos meus camaradas - igual na Copa - só que dessa vez, estamos lutando de verdade pelo Brasil, pode pensar um cidadão. 
As cores que você vai pra rua, pouco importam na verdade, afinal, muitos nem sabem que o verde e amarelo da bandeira nacional, é uma representação das cores da família imperial, na época que ainda éramos colônia dos Portugueses. Mas tudo bem, de qualquer maneira, lembra as cores da bandeira, que inclusive, é linda. Eu particularmente adoro a bandeira do Brasil e tenho orgulho da nossa camisa canarinho, mas não te faz menos brasileiro se tu fores protestar de vermelho, azul, branco, preto, dourado e etc.

Entre tantas outras confusões, a maior confusão - tá, a maior ignorância - é pedir uma intervenção militar. Pera lá, qualquer pessoa que tenha estudado uma aulinha história no ensino fundamental, sabe que a ditadura militar no Brasil, servia aos interesses norte americano e toda orquestração da ditadura (que foi um dos períodos mais corruptos da política brasileira e você talvez não soubesse, pois eles costumavam matar quem era de oposição) foi realizada pelos amigos do Tio Sam. Ou seja, a pessoa, se diz patriota, coloca as cores da bandeira do Brasil e defende que o país perca a soberania nacional. É, tipo, pegar uma linda bandeira do Brasil, jogar ela chão, pedir pro Obama pisar em cima e você aplaudir. Não tem nada de patriótico nisso, aliás, pedir a volta da ditadura, além de ser antipatriota é um ato criminoso perante a Lei brasileira. Mas, não podemos crucificar quem faz isso, por mais contraditório que seja a culpa é de todos nós. 

Essa falta de prática, discussão e debate, é que torna as nossas necessidades reais altamente manipuláveis, pois, as indignações dos brasileiros - e do mundo inteiro - são reais e atuais, mas a fragilizada relação que temos com a política, como se ela fosse alto distante, torna muito mais difícil a nossa luta. Faz a gente sair pra rua, pedir impedimento da presidenta da república, como se para nós fosse a única alternativa de melhorar aquilo que nos incomoda, quando, na verdade, não só prejudica nossa democracia e não muda, não altera e não transforma a estrutura de poder corrompida que está posta há séculos.

Sempre digo e vou morrer dizendo: precisamos participar mais da democracia. Poxa, mas como a gente participa da democracia? Por mais que nosso sistema educacional seja falho e nossas crianças pouco consigam compreender isso quando saem da escola para o mundo, e no futuro, se tornarão adultos pouco interessados em falar sobre política, é nosso dever nos esforçarmos para promover a cidadania. Não é coisa fácil. Não é nada simples, participar das reuniões das associações do bairro onde você mora, dar uma chegada naquela reunião do sindicato onde você trabalha ou ver o que tá acontecendo nas reuniões da entidade estudantil que representa a sua faculdade. Quem sabe, dar um pulinho na câmara dos vereadores, naquela audiência pública importante. Aquela pesquisada nos partidos políticos, ver aquilo que você concorda ou não. E o principal: questionar. De onde isso vem, pra onde isso vai. Como isso chegou aqui, isso realmente deve continuar aqui. Não venere todas as informações que você recebe, questione-as. Construa suas próprias ideias a partir da sua própria opinião ou perspectiva.

Ao contrário de muita gente que conheço, eu sou um otimista. Acho que estamos no caminho certo e a democracia nos exige isso, que consigamos olhar a frente, muito além do que simplesmente é colocado diante dos nossos olhos. O ser humano é, por natureza, um ser questionador. O brasileiro é, culturalmente, um cidadão apaixonado, alegre e batalhador. Vivemos num país maravilhoso, com riquezas incomensuráveis, porém, com inúmeras contradições. Estamos aprendendo muita coisa e certamente, por mais que existam setores que remam contra, o nosso povo, estará cada vez mais preparado para caminhar em favor do desenvolvimento humano, social e de um país mais justo e menos desigual, e claro, com maior participação popular nas fileiras da democracia.

Arthur Montagnini

domingo, 16 de setembro de 2012

Charge da Gazeta



















Charge que fiz para Gazeta Leste, sobre a situação política de Londrina.